[Ouvindo: Lu jogando Dota]
Sejam pacientes hoje, o post é bem grande.
- Filosofando...
Participo no Orkut de diversas comunidades de medicina veterinária. Uma delas tem sempre a mesma discussão, da qual eu prefiro não participar. O fato de muita gente querer que veterinários atendam de graça. Prefiro não participar, porque nesse assunto, basta sua opinião ser diferente para que haja baixaria, criação de caso. E eu evito essas coisas.
Eu concordo, sim, que veterinário tem que ser pago pelos seus serviços, assim como qualquer outro profissional da saúde. Isso é lógico. Os veterinários também têm contas à pagar, também são seres humanos que precisam comer, e são tão importantes quanto médicos humanos. E dependendo do ponto de vista, até mais... levando em conta a inspeção de alimentos de origem animal. Se não houvesse um veterinário atuando ali, na qualidade da carne que vai parar nos pratos de milhões de pessoas por exemplo, seria uma catástrofe.
Contudo, sou a favor de certas excessões. Se um animal é atropelado na frente da minha clínica, eu não teria a 'coragem' de negar socorro. Jamais. Se fosse assim, andarilhos não seriam atendidos em hospitais em situações emergenciais. Se pessoas com condições bem limitadas chegam com um animal a mim, numa emergência, atenderia antes de tudo, e depois cobraria (ou não). Mas esse valor poderia, sim, ser flexível, sem que essa atitude fosse uma atitude 'anti-ética'. Pagamento em vezes, desconto ético, entre outros. Existem, para mim, casos e casos. Se chega alguém que visivelmente, e obviamente não tem nada além de seu amigo com quem divide a pouca comida de todo dia, eu não sei se cobraria. Realmente não sei (acho que não). Nesse ponto muitos pensam: "uma pessoa com condições pode fingir que não tem condições, se vestindo mal, se sujando, etc." (existe de tudo mesmo). Mas tem coisa que não dá pra disfarçar. Um tênis gasto e surrado de tanto andar pelas ruas. Mãos calejadas de tanto carregar aqueles carrinhos pesadíssimos cheios de materiais recicláveis. Pés grosseiros e sujos e tanto andar pelo asfalto quente, etc. Imagino que não só ajudaria, como cumprimentaria o cidadão por ter tido a preocupação de levar o animal até mim. São raras as pessoas que fazem isso.
Se não é emergência, e se a pessoa não pode pagar, pode-se ainda encaminhar este animal à uma instituição de ensino. Faculdades costumam cobrar um valor mais acessível.
Em resumo, minha posição nisso é:
Não devemos ser extremistas. Ou paga ou não atendo, e fim! Isso eu realmente entendo como uma atitude mesquinha e anti-ética. Numa emergência, encaro como omissão de socorro. Podem jogar pedras, mas eu, Joana, faço faculdade de medicina veterinária por amor aos animais. Quero ajudá-los. Negar socorro em situações emergenciais seria controverso, não?!
Semana corrida. Recebi as notas das provas, e fiquei feliz em ver que fui bem em todas, inclusive em uma que eu achei que tinha ido mal. É uma sensação indescritível.
Bom, segunda-feira minha mãe, como sempre foi trabalhar. O escritório de contabilidade dela fica em um condomínio de pequenas casas, tanto comerciais quanto residenciais. Nesse condomínio, como em todos os outros, tem vizinhos com gatos. Uma das vizinhas encontrou um gato amarelo na rua, resgatou, e achou uma senhora para adotá-lo. Quando a senhora foi pegar o gatinho, ele havia sumido. Depois de alguns dias, descobrimos que uma outra vizinha roubou o gato. Parece inacreditável, mas ela realmente roubou o bichano.
Penso eu, se roubou... que cuide ao menos. O gatinho fica na rua o dia inteiro, está imundo, e quem continua pagando medicamentos e ração, é a vizinha que o encontrou pela primeira vez (não me lembro do nome dela).
É claro que sugeri à minha mãe que ficássemos com ele, sem sucesso. Pois seria insensato afanar o bichano da ladra, e nós já temos 3 gatos em nosso pequeno apertamento. Enfim... segunda-feira à noite, fui receber minha mãe à porta quando ela chegou do trabalho. Ela então me contou que o gatinho estava mancando, e que a moça que cuida dele (a verdadeira dona) o levou ao veterinário, e que este nem encostou no animal. Supostamente 'viu' que não havia fratura, receitou anti-inflamatório e mandou o bichano pra casa. Dizia a vizinha que ele berrava de dor, não comia e não evacuava.
Assim que eu soube do ocorrido, sugeri à minha mãe que eu o levasse a nossa veterinária de confiança, para que ela o encaminhasse ao raio X. Isso foi feito, e foi evidenciada uma fratura na cabeça do fêmur direito. A veterinária então contactou um ótimo ortopedista veterinário (que por sinal, será meu professor num futuro próximo) e vai ter que fazer cirurgia.
Minha mãe ofereceu-se para pagar metade do valor da cirurgia, mesmo estando na situação que estamos. Eu acho ótimo e faria a mesma coisa no lugar dela.
Resumindo, amanhã vou marcar a data da cirurgia, e precisamos achar um dono de verdade pro gatinho, que cuide dele e que não o deixe na rua. Tenho a leve sensação de que ele será um novo membro da minha família. Isso me alegra!
"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens." Alice Walker
quarta-feira, 8 de abril de 2009
By Juu às 18:52
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2 ...:
Ah! Ainda não li o post, só vi a frase destacada no final. E discordo!
As mulheres foram feitas para os homens, sim! Da mesma forma como os homens foram feitos para as mulheres!
Humpft! :D
É isso aí tia juh!
E se o bichinho num sobreviver, manda pra cá que fazemos uns espetinhos! ;P
(Espetinhos Mimi au! ;P)
Povo extremista é a pior coisa que existe, num tem como dialogar, se sai briga termina sem mudar nada... Quah! ehehehehhe
Depois disso que aconteceu com o gatinho eu começo a entender o canibalismo! ;P
*Post não tão recente* Como ele está? Já aprendeu a assistir chaves com a tia animal's master? XP
Bjus titia juh!!
PS: você linkou errado meu blog =/ ehhehehehe
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