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terça-feira, 24 de março de 2009

[ Ouvindo: Coldplay * Viva La Vida ]


Sábado eu estava com o Lucas numa festa de um amigo dele, num sítio em Atibaia. Como eu estava de vestido, deixei o celular no carro, afinal, não esperava nenhuma ligação em especial. Lucas então recebeu uma ligação de minha mãe no celular dele. Ela dizia que estava na casa dele e queria falar comigo. Achei estranho, peguei o telefone preocupada. Minha mãe me contou então que eu havia sido "sequestrada". Eu achei que isso havia saído de moda, mas pelo visto não. Os supostos bandidos pediam 30.000 reais, e disseram coisas horríveis que fizeram/fariam comigo. Pediram então para que minha mãe passasse a eles o número do celular dela, e que depois disso o desligasse para que houvesse garantia de que ela não chamaria a polícia. Ela assim o fez. Deu tudo certo no final porque ela conseguiu, afinal, falar comigo. É até engraçado, como tem gente de má fé por aí. Mas, passou, e eu tenho notado que ultimamente eu ando me queixando muito por aqui. Não exatamente 'me queixando', mas abordando assuntos que põe qualquer um pra baixo. Essa não é nem de perto a minha principal intenção. Chega de melancolia por aqui hoje.


Esse sábado agora, dia 28/03/2009, haverá uma Feirinha de adoção de cães no PetShop Smart Pet. Eu estarei lá como voluntária. O PetShop fica na Av. Ceci, 1556. A feirinha acontecerá das 14:30 às 16:00. Para adotar é necessário ser maior de 21 anos, e ter em mãos comprovante de residência, RG e CPF.




O que acontece, porque acontece.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Estamos em uma fase dificílima, tanto economicamente, como ambientalmente. Quanta gente sofreu com esse pé d'água que choveu nesses dias!? Um casal de idosos morreu afogado dentro do próprio carro. Casas foram inundadas, um senhor teve um ataque cardíaco no meio da enchente.
Não temos tsunami, não temos furacões, não temos vulcões... mas a natureza encontra um meio.
Fico surpresa em perceber que tem gente que não entende o que acontece. Ficam se perguntando o porquê de tudo isso. Depois de anos, muitos anos, jogando lixo no chão, poluindo rios. Uma bituquinha de cigarro aqui, um papelzinho de bala lá, um chicletinho acolá, finalmente fizeram a diferença. O mundo pede socorro.
Fora o fato de as pessoas estarem perdendo completamente o juízo.
Hoje quando voltei da faculdade me entupi de salgadinho e M&Ms de chocolate. O arrependimento bateu mas eu logo adormeci. Acordei poucas horas depois e liguei a televisão em busca de algo interessante para assistir. Na Record estava passando o jornal com as notícias do dia. Uma pessoa e seu cão morreram carbonizadas numa casa. O incêndio foi aparentemente criminoso. Uma mulher espancou e queimou um bebê de 1 ano e sua mãe. Segundo a agressora, ela fez o que fez porque não conseguia dormir com o choro da criança. Uma outra mulher se trancou no banheiro com sua filha pequena, e, armada com uma tesoura, a perfurou algumas vezes. Um homem bateu na mulher com um extintor de incêndio, atirou-a de um carro em movimento, sequestrou a filha de 5 anos, roubou um avião e se matou. Sua filha, é claro, morreu também. Um homem de setenta e tantos anos foi condenado por abusar sexualmente de sua filha durante 25 anos. Ela teve 7 filhos dele, um deles morreu por falta de assistência médica. Um homem bateu na cabeça de outro com uma barra de ferro numa briga de trânsito. A vítima está agora numa cadeira de rodas permanentemente.
Ao que me parece, as pessoas estão perdendo o controle completamente.
Eu espero sobreviver até conseguir cumprir meus objetivos, mas a cada dia que passa, parece mais e mais difícil fazer isso acontecer.

Um novo começo

sábado, 14 de março de 2009


Fico feliz em dizer que 2009 está realmente diferente pra mim. Estou mais disposta, compenetrada, e estou conseguindo fazer coisas que queria a muito tempo, mas que não tinha a disposição necessária pra começar. Arrumei o quarto, inclusive os armários com brinquedos à muito esquecidos. Separei a maioria em caixas e sacos plásticos para doação. Confesso que muitos ficaram. Não tive coragem pra doar meu carrinho de controle remoto, meu banco imobiliário, loto, ludo, jogos hoje em dia inexistentes (com excessão dos dois primeiros).
Lutei numa batalha quase interminável com montes de roupas repletas de ácaros e pó. Passei o dia inteiro respirando e assoando o nariz. Mas, me sinto imensamente bem.

Hoje, num sábado, levantei às 5:40. Me arrumei e saí uma hora depois, rumo ao abrigo de cães abandonados Patinhas (site nos favoritos). Cheguei lá as 7:45 e começamos a nos preparar para a feirinha de adoções. Demos banho, arrumamos todos com lacinhos e gravatinhas, dividimos todos em 3 carros e fomos pra o Wal Mart de Osasco. Como não precisavam mais da minha ajuda, e já tinha muita gente ajudando, preferi não atrapalhar e fui dar uma volta na Cobasi e no shopping. Fui embora por volta das 13 e pouco. Quando saí de lá, um dos filhotes já havia sido adotado.
Foi cansativo, mas eu faria (e farei) tudo de novo. Cheguei em casa e dormi até as 17:40. Eu precisava disso.
Há tempos não me sentia tão bem comigo mesma. Me sinto viva, feliz!



Começando do zero

domingo, 8 de março de 2009

Hoje começo novamente um blog. Talvez com um novo endereço a inspiração e vontade de escrever voltem.
Ontem fui ao cinema comemorar 2 anos e 7 meses de namoro. Assistimos "O Curioso Caso de Benjamin Button". Embora eu seja realmente emotiva, raramente choro em filmes, a não ser que envolvam o sofrimento e tristeza de algum animal. Este filme foi uma excessão. Chorei quando
ele foi embora, e chorei no final do filme. Foi um dos melhores filmes que já vi. Uma história maravilhosa que nos ensina muita coisa. Benjamin nos mostra como não aproveitamos a vida ao máximo. Quantas oportunidades perdemos, quantas coisas deixamos para um depois que nunca chega. Mais do que isso, Benjamin nos mostra o quanto somos egoístas às vezes, fazendo coisas incrivelmente difíceis pensando no bem estar e na felicidade daqueles
que amava. Perdoou o imperdoável, mais de uma vez. Aprendia mais a cada dia de sua vida. Um filme que recomendo dando 5 estrelas.


Mudando da água pro vinho... ontem, tarde da noite meu peixinho morreu. Eu chorei. "Mas é só um peixe", me disseram. Riram. Se um parente ou conhecido meu tivesse morrido, se meu cão ou meu gato estivessem no lugar desse peixinho, ouviria eu o mesmo argumento?
Porque para mim, todos são exatamente iguais.
"É só um cão"..."é só um gato"..."é só uma criança"..."é só um mendigo".
É, o ser humano tem muito a aprender.